Sinopse

Esta é a história de uma das exportações mais famosas de Coimbra, os Tédio Boys. Primeiros do género com visibilidade e, mais do que outra etiqueta, atitude.

Mostraram uma forma de estar na vida partilhada por um grupo de indivíduos: noite, exageros, divertimento, criatividade, música e mudaram a paisagem da cidade desde a sua aparição.

Mais, foram os primeiros a exigir o seu lugar numa cidade dominada pela Universidade e por adultos. Por isso, foram sujeitos a reacções que vale a pena analisar.

A hora de reflexão sobre o fenómeno mais curioso da década passada em Coimbra nunca poderá chegar a um juízo definitivo que saiba catalogar com precisão o trabalho e a influência da banda.

Este documentário dá conta da realidade nesse período de transição focando-se nos seus momentos chave.

 
Intenções

Nota de intenções:

O documentário Filhos do Tédio partiu de um estudo antropológico realizado por Rita Alcaire (co-realizadora do filme) sobre a produção musical em Coimbra nos anos  1990 como rosto de uma identidade urbana e não universitária ignorada pela cidade.

O filme centra-se na banda mais emblemática dessa geração, os Tédio Boys, e segue o seu percurso de dez anos desde os primeiros concertos de rua em Coimbra até às digressões nos Estados Unidos, anos mais tarde. A partir do seu trajecto são analisadas as estruturas de amizade e convivialidade que foram base deste movimento, as suas influências musicais e estéticas, a deficiente cobertura mediática e as síndromes de periferia de Coimbra.

Este documentário só foi possível devido à grande amizade e à admiração que os Tédio Boys criaram, que permitiu a obtenção de material vídeo e fotografias de variadas fontes.

O tratamento visual e a montagem deste filme tentou emular e brincar com as texturas destes materiais e as influências estéticas da banda mantendo-se contudo fiel a personalidade dos seus autores.